Em abril de 2016, a Bélgica inaugurou a primeira ciclovia submersa do mundo, com 212 metros de extensão e afundada a 1,6 metros da superfície de uma lagoa. Neste ano, o Governo de São Paulo assinou contrato de Parceria Público-Privada para trazer uma inovação similar, há anos em planejamento, para o Brasil.
Com obras previstas para começar em 2027, o Túnel Santos-Guarujá contará com uma ciclovia de 1,5 quilômetro, além das seis faixas para automóveis e uma para pedestres.
Do comprimento total, 870 metros ficarão abaixo da água, numa profundidade de até 21 metros. A estrutura deve ser fabricada até 2029, quando será submersa.
Já a inauguração está planejada para o fim de 2030, após testes operacionais e instalação de sistemas. O projeto tem investimento total previsto em R$ 6,8 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões divididos em partes iguais entre os governos nacional e estadual.
Transporte mais ágil
Cerca de 7,7 mil ciclistas atravessam entre as margens de Santos e Guarujá todos os dias, segundo estimativa do governo paulista. Eles terão acesso gratuito ao túnel, em trecho separado dos carros e junto à faixa para locomoção a pé.
Atualmente, os moradores e turistas que precisam se deslocar entre as duas cidades enfrentam longas esperas. A principal opção é utilizar o serviço de balsas, que transporta cerca de 21 mil veículos diariamente. O tempo de travessia, que normalmente leva 18 minutos, pode se estender por mais de uma hora em períodos de intenso movimento.
A única alternativa à balsa é um trajeto de aproximadamente 40 quilômetros de rodovia que demanda ainda mais tempo. Esta situação afeta especialmente trabalhadores que residem em uma cidade e trabalham em outra, impactando significativamente sua rotina diária.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por julianasilva.

