O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, criticou a possibilidade de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibir o funcionamento de canais no Whatsapp nas últimas 48 horas antes das eleições e falou em adotar “medidas jurídicas”. A fala aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (21).
Edinho, que é coordenador-geral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, afirmou, contudo, que teve uma audiência com o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, que teria garantido que a reta final do pleito não teria “surpresas”.
“Você não pode mexer nas regras do jogo com ele em andamento. E nós, infelizmente, poderemos tomar medidas jurídicas. Nós não queremos privilégio algum, queremos que não haja favorecimento a nenhum candidato”, afirmou Edinho.
A crítica é de que a decisão impactaria especialmente o canal “Exército do Lula”, comandado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que conta com mais de 7 milhões de membros.
A possibilidade de o TSE ampliar o cerco a canais de WhatsApp nas 48 horas que antecedem o segundo turno divide ministros, mostrou apuração da CNN Brasil.
O assunto foi tratado ao menos duas vezes na última semana pelos ministros. A discussão mais recente aconteceu brevemente nesta terça-feira (20) na sala de togas do Tribunal.
Uma ala do TSE, contrária a um eventual avanço das discussões, atribui aos ministros André Mendonça e Nunes Marques a iniciativa de ofensiva contra canais do aplicativo de troca de mensagens.
O presidente do TSE rechaça essa tese e tem dito a pessoas próximas não ser favorável a alterações em resoluções de última hora. O ministro tem afirmado ainda que não convocou reuniões para tratar sobre o assunto e nem pretende convocar.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo sustenta que André Mendonça, vice-presidente do TSE, é autor de uma minuta de resolução que propõe o bloqueio de todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por lucasschroeder.

