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“Roque Santeiro”: veja curiosidades e saiba por que assistir à reprise

“Roque Santeiro”: veja curiosidades e saiba por que assistir à reprise

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Quatro décadas desde a exibição original, “Roque Santeiro” volta a ser exibida no “Edição Especial”, da TV Globo, a partir desta segunda-feira (5).

Escrita por Aguinaldo Silva e Dias Gomes (1922-1999), a história acompanha a fictícia cidade de Asa Branca, que celebra o artesão de santos, Roque Santeiro (José Wilker), que teria morrido defendendo o local do bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro).

Diante de tamanho sacrifício, Roque se tornou uma figura venerada, sendo atribuído como autor de milagres e curas dos moradores. A história, no entanto, muda completamente quando o protagonista retorna à cidade, vivo, 17 anos depois de sua suposta morte.

O retorno abala o poder local das pessoas que fizeram sua trajetória em cima do mito: fazendeiro Sinhozinho Malta (Lima Duarte), o padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura) e o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus).

Confira abaixo curiosidades de “Roque Santeiro”

“Roque Santeiro” teve versão proibida

Em 1975, “Roque Santeiro” teve uma versão proibida. Estrelada por Betty Faria (Porcina), Lima Duarte (Sinhozinho Malta) e Francisco Cuoco (Roque Santeiro), a produção já contava com 30 capítulos gravados quando a Censura Federal entendeu o enredo — que se tratava de uma adaptação do texto teatral “O Berço do Herói”, de Dias Gomes, vetado anteriormente.

Segundo a Globo, a emissora teve três meses para produzir um novo folhetim. Para preencher o buraco na programação, foi exibida a reprise completa de “Selva de Pedra”, de Janete Clair, e, em sequência, foi ao ar “Pecado Capital”.

Primeira novela de Dias Gomes no horário das 20h

“Roque Santeiro” foi o primeiro folhetim de Dias Gomes exibido no horário das 20h. Até aquele momento, o autor só escrevia tramas para as 22h. Até o capítulo 41, ele assumiu o roteiro. Depois, retornou para os textos finais. O restante ficou por conta de Aguinaldo Silva.

Cena de “Roque Santeiro” • Divulgação/Globo

“Porcina’s look”

O icônico figurino da Viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte, conquistou o país e logo caiu no gosto dos apaixonados por moda. O modelito exuberante e colorido deu origem ao “Porcina’s look”, composto por maquiagem exagerada, vestidos de seda que realçavam a silhueta, excesso de cores, brilho, chapéus, turbantes, óculos e sapatos de salto altíssimos.

Regina Duarte em “Roque Santeiro” • Reprodução/Globoplay

Yoná Magalhães viveu experiência inusitada

Ao longo da novela, a atriz Yoná Magalhães (1935-2025) viveu uma experiência inusitada. No papel de Matilde, ela vestiu, pela primeira vez, uma malhada na TV. Aos 51 anos, na época das gravações, ela foi chamada para posar para a então revista Playboy.

Efeitos sonoros importantes

Os efeitos sonoros ajudaram na caracterização de alguns personagens da trama. Por exemplo, Sinhozinho Malta (Lima Duarte), quando estava nervoso com algo, costumava sacudir o relógio e as pulseiras de couro; com isso, ouvia-se o som de uma cascavel, misturado ao barulho do chocalho dos acessórios.

Sinhozinho Malta em “Roque Santeiro” • Reprodução/Globoplay

Enquanto isso, o Zé das Medalhas (Armando Bógus) esticava o queixo e era possível ouvir o som dos ossos estalando.

E mais: veja o antes e depois do elenco de “Roque Santeiro”

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por carolineferreira.

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carolineferreira

Autor da publicação.

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