Pular para o conteúdo

Rússia e China barram monitoramento independente de sanções da ONU ao Irã

Autoridade iraniana nega que diplomatas franceses tenham sido maltratados

Compartilhar matéria

A Rússia e a China encerraram nesta quinta-feira (17) o mandato do Conselho de Segurança da ONU para o monitoramento independente das sanções internacionais contra o Irã.

Os países argumentaram que todas as medidas da ONU em relação ao regime iraniano haviam sido revogadas no âmbito do acordo nuclear com as potências mundiais.

As sanções foram reimpostas há um ano, depois que França, Reino Unido e Alemanha acusaram Teerã de violar o pacto nuclear de 2015, destinado a impedir o país de desenvolver armas nucleares. O Irã nega buscar armas nucleares.

Isso incluía o retorno de um painel independente de especialistas para monitorar e relatar ao Conselho de Segurança sobre violações e recomendar ações adicionais.

No entanto, o conselho tem operado sem um painel de especialistas sobre o Irã no último ano, pois não conseguiu chegar a um acordo sobre a nomeação dos integrantes, uma decisão que exige consenso.

Nesta quinta-feira, a Rússia e a China vetaram uma resolução que prorrogaria o mandato para o monitoramento independente das sanções. Onze integrantes do conselho votaram a favor, enquanto o Paquistão e a Somália se abstiveram.

“Sem um painel independente de especialistas, este conselho perde sua principal fonte de relatórios imparciais e baseados em evidências sobre violações de sanções, criando uma lacuna de monitoramento que beneficia apenas o regime iraniano e aqueles que lucram ao burlar essas medidas”, disse a vice-embaixadora dos EUA, Jennifer Locetta, ao conselho após a votação.

Os Estados Unidos e Israel entraram em guerra com o Irã há sete meses, argumentando que o objetivo era impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear.

Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã em 2018, durante seu primeiro mandato, classificando o pacto como “o pior acordo de todos os tempos”.

A Rússia e a China acusaram seus homólogos ocidentais de politizar o Conselho de Segurança nesta quinta-feira.

“Instamos fortemente os colegas ocidentais a interromperem suas ações extremamente perigosas na questão do Irã, que ameaçam complicar ainda mais a resolução da crise no Golfo Pérsico”, disse o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, ao Conselho de Segurança.

“A única maneira de resolver divergências e aliviar preocupações… relacionadas ao programa nuclear iraniano é por meio de esforços políticos e diplomáticos”, adicionou.

TópicosConselho de Segurança da ONUONU (Organização das Nações Unidas)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.

C

tiagotortella

Autor da publicação.