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Urnas eletrônicas serão submetidas neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições, ao Teste de Integridade, uma das auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral para verificar se os equipamentos registram e contabilizam corretamente os votos digitados.
O procedimento é realizado desde 2002 e funciona como uma votação simulada. Antes do teste, são preparadas cédulas de papel com votos conhecidos. Ao longo do mesmo período em que ocorre a votação oficial, o conteúdo dessas cédulas é digitado nas urnas selecionadas para a auditoria. Ao final, o resultado eletrônico produzido pelo equipamento é comparado com os votos previamente registrados no papel.
A lógica é permitir uma conferência independente do funcionamento da urna: como já se sabe de antemão quais votos foram inseridos no equipamento, é possível verificar se o boletim emitido ao fim do teste reproduz exatamente o conteúdo das cédulas. Pela regulamentação do TSE, o objetivo é atestar que a contabilização dos votos ocorre conforme aquilo que foi digitado.
As urnas utilizadas no teste são selecionadas antes do pleito. Já o teste de integridade ocorre durante todo o período de votação e é acompanhado por representantes de instituições fiscalizadoras.
Nas eleições deste ano, o TCU (Tribunal de Contas da União) também acompanha os testes realizados nas 27 unidades da Federação para verificar o cumprimento das normas e dos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral.
Uma das novidades de 2026 será a realização de parte dessa auditoria dentro do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília. Duas urnas do Distrito Federal, que originalmente seriam submetidas ao teste pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), foram levadas para a sede da corte e serão testadas ao longo deste domingo.
O Teste de Integridade é diferente da checagem realizada neste sábado (3), na véspera da votação. Na sede do TSE, técnicos verificaram os quatro sistemas responsáveis por etapas como transmissão, recebimento e totalização dos resultados: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna, InfoArquivos e Sistema de Gerenciamento da Totalização.
Nesse caso, o objetivo não era simular votos, mas comprovar que os programas instalados no tribunal são exatamente os mesmos que haviam sido previamente inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados. Para isso, foram conferidas as assinaturas digitais e os chamados hashes, espécies de identificadores dos arquivos que mudam caso qualquer parte do programa seja alterada.
Após a verificação, o TSE também emitiu a zerésima do banco de dados da totalização para presidente e vice-presidente da República. O documento mostra que, antes da votação, não há votos registrados no sistema que fará a totalização nacional. Os TREs fazem procedimento semelhante para os cargos estaduais.
Já neste domingo, antes da abertura das seções, cada urna eletrônica também emitirá a própria zerésima.
Nesse caso, o relatório apresenta a identificação do equipamento e a relação das candidaturas com os registros de votação zerados, permitindo conferir que nenhum voto estava armazenado antes da chegada do primeiro eleitor. A emissão está prevista para ocorrer a partir das 7h, antes do início da votação, marcado para as 8h.
Os procedimentos fazem parte de uma série de mecanismos usados pela Justiça Eleitoral para permitir a fiscalização do sistema eletrônico antes, durante e depois da votação.
Em pronunciamento em rede nacional neste sábado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, exaltou esse conjunto de controles. Segundo ele, a urna eletrônica completa 30 anos em 2026 e o sistema de votação brasileiro “reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo”.
TópicosKassio Nunes MarquesTSE (Tribunal Superior Eleitoral)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por fernandafonseca.

