Um vídeo gravado nas dependências da estação Paulista mostra o momento em que uma passageira é algemada por funcionários da segurança da Linha 4-Amarela do metrô, administrada pela ViaMobilidade. A confusão teria ocorrido por volta das 18h30 desta quinta-feira (15), após um suspeito caso de racismo.
Segundo informações apuradas com exclusividade pela CNN Brasil, a mulher e seus irmãos teriam sido vítimas de racismo por parte de outra mulher, que, depois do episódio, teria deixado o local.
Em seguida, funcionários da segurança do metrô interviram, pressionaram a passageira negra e a algemaram.
Veja vídeo:
Nas gravações, é possível ver os seguranças imobilizando a mulher, que ainda não foi identificado, que tenta resistir. A passageira caí no chão e aparece descalça.
Passageiros que estavam na estação tentaram intervir durante a confusão. Alguns deles afirmam que ela teve parte das roupas arrancadas durante o tumulto.
Segundo os relatos, cerca de quatro homens e duas mulheres, todos seguranças, estavam sobre ela. A confusão teria durado aproximadamente 15 minutos.
De acordo com passageiros, os irmãos da mulher, que são menores de idade, também foram algemados.
A ViaMobilidade informou que uma pessoa precisou ser imobilizada e outras duas foram contidas, em razão da exaltação dos envolvidos.
Todos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial (DP), onde o caso será apurado.
Leia a nota da ViaMobilidade na íntegra:
“A Linha 4-Amarela informa que registrou um desentendimento entre clientes na estação Paulista, na noite desta quinta-feira (15). Agentes de Atendimento e Segurança atuaram para conter a situação e, diante da exaltação dos envolvidos, uma pessoa precisou ser imobilizada e duas precisaram ser contidas. Os envolvidos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial (DP), onde o caso será apurado.
A concessionária repudia qualquer forma de violência e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com a apuração dos fatos.”
A CNN Brasil entrou em contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e a PM (Polícia Militar), mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue em aberto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por laurynamaral.

