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Caso Elyne: ato publico na frente do Pronto Socorro logo mais pedirá justiça com repúdio ao silêncio sobre o estado de saúde de Francisco Valadares Neto

 Silêncio sobre o estado de saúde de Francisco Valadares Neto e suspeitas de tratamento privilegiado provocam indignação.

Amigos da médica Elyne de Assis Nogueira, assassinada a tiros em Brasiléia, convocaram a sociedade acreana para um ato público por justiça, marcado para as 17 horas desta sexta-feira (6), em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco. É na unidade hospitalar que permanece internado, sob escolta policial, o advogado Francisco Valadares Neto, ex-namorado da vítima, investigado por suspeita de envolvimento como mandante do crime e contra quem já foi decretada prisão preventiva.

A mobilização ocorre em meio a questionamentos sobre a possibilidade de tratamento privilegiado ao advogado, filho de uma juíza aposentada do Acre. Os organizadores querem transparência e garantias de que a condição social e as relações familiares do investigado não interfiram no cumprimento das decisões judiciais.

“Não podemos aceitar que influência e poder determinem privilégios”, afirma o card divulgado nas redes sociais para convocar a população.

O protesto acontece após cinco dias de silêncio público sobre a evolução clínica de Valadares Neto, que foi hospitalizado depois de uma aparente tentativa de suicídio por ingestão excessiva de medicamentos, horas após o assassinato da ex-namorada.

Elyne foi executada com dois tiros na cabeça enquanto estava em um bar de Brasiléia. A brutalidade do crime, somada ao histórico de denúncias de violência e à existência de medida protetiva em favor da médica, ampliou a cobrança por respostas das autoridades.

Outro ponto que desperta questionamentos é a carta de despedida atribuída ao advogado, encontrada por investigadores em sua residência. Até agora, seu conteúdo não foi divulgado oficialmente, tampouco há esclarecimentos públicos sobre eventual relevância do documento para a investigação.

Embora informações médicas estejam protegidas pelo sigilo e pela privacidade do paciente, os manifestantes cobram esclarecimentos das autoridades competentes sobre a situação da custódia policial e os procedimentos para cumprimento da prisão preventiva quando houver condições clínicas.

Para os amigos de Elyne, a manifestação pretende impedir que a morte da médica seja esquecida e exigir uma investigação rigorosa, independente e transparente.

O ato desta sexta-feira deverá transformar a frente do Pronto-Socorro em um espaço de cobrança pública por justiça. A mensagem dos organizadores é clara: nenhuma posição social, influência política ou vínculo familiar pode colocar alguém acima da lei.

 

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REDAÇÃO

Autor da publicação.