O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu neste domingo (25) às denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo e Salvador, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Lula classificou a situação como “banditismo” e “mau-caratismo” e acusou gestores públicos e empresários de dificultarem o acesso dos eleitores às urnas.
“Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo de prefeito, de governador e de empresário”, declarou o presidente à imprensa.
Em São Paulo, a campanha petista denunciou que apenas 60% da frota prevista estaria circulando, apesar de uma determinação judicial para que todos os ônibus fossem disponibilizados. A prefeitura afirmou ter comunicado a ordem às concessionárias e alegou dificuldades operacionais para ampliar o serviço na véspera da eleição.
Em Salvador, a situação provocou uma medida judicial ainda mais grave: o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suposto descumprimento de ordem judicial. A prefeitura informou posteriormente que a operação do transporte havia sido normalizada.
Lula também fez um apelo para que a população não desista de comparecer às urnas, mesmo diante das dificuldades de deslocamento. O presidente afirmou que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão responder perante a Justiça.
Até a última atualização das informações consultadas, o TSE ainda analisava o pedido de ampliação do horário de votação.
As suspeitas de interferência no transporte público estão sob análise das autoridades eleitorais, que deverão apurar as responsabilidades e verificar se houve intenção de prejudicar o exercício do voto.

