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Morre Nilo Figueiredo Maia, ex-procurador-geral de Justiça do Acre e nome histórico do Ministério Público

Morreu o procurador de Justiça aposentado Nilo Figueiredo Maia, integrante de uma geração que ajudou a construir parte importante da história institucional do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A morte deixa de luto familiares, amigos e integrantes da comunidade jurídica acreana.

Nilo Figueiredo Maia teve uma longa trajetória ligada à vida pública e ao sistema de Justiça do Estado. Documentos históricos do próprio MPAC registram que ele chegou ao posto máximo da instituição, exercendo o cargo de procurador-geral de Justiça do Acre em 1992. Registros do Tribunal de Justiça daquele ano também trazem sua assinatura e participação institucional já na condição de chefe do Ministério Público acreano.

Sua passagem pela Procuradoria-Geral ocorreu em um período marcante da história política e institucional do Acre. Documentos do Congresso Nacional mostram que, ainda como procurador-geral, Nilo Maia participou de levantamentos relacionados à criminalidade no Estado, inclusive fornecendo informações sobre homicídios com indícios de pistolagem às discussões que ocorriam nacionalmente no início dos anos 1990.

Além da chefia do MPAC, Nilo construiu sua carreira como membro do Ministério Público até chegar ao cargo de procurador de Justiça, função da qual posteriormente se aposentou. Em 2013, seu nome foi incluído pelo Colégio de Procuradores entre os ex-procuradores-gerais homenageados com a Comenda do Cinquentenário do Ministério Público do Estado do Acre, reconhecimento concedido pelos serviços prestados à instituição e à sociedade acreana.

Também teve participação na vida associativa da categoria. A Associação do Ministério Público do Acre (Ampac) registra Nilo Figueiredo Maia como presidente da entidade no biênio 1996–1998, mais uma demonstração de sua presença na organização e representação dos membros do Ministério Público.

Sua trajetória recebeu ainda reconhecimento de outras instituições. Nilo foi condecorado pela Polícia Militar do Acre com a Medalha do Mérito Plácido de Castro. Anos depois, em 2018, a mesma honraria foi concedida ao seu filho, o também procurador de Justiça Carlos Roberto da Silva Maia, que destacou publicamente a emoção de receber uma medalha concedida ao pai cerca de 25 anos antes.

Nilo Figueiredo Maia deixa, portanto, uma história que ultrapassa sua atuação individual. Seu nome está registrado na memória institucional do Ministério Público acreano e também em uma família com presença no sistema de Justiça do Estado.

Neste momento de despedida, ficam as manifestações de pesar e solidariedade aos familiares e amigos do procurador aposentado. O Acre perde um personagem de sua história jurídica e o Ministério Público se despede de um de seus antigos dirigentes.

O Seringal manifesta pesar pelo falecimento de Nilo Figueiredo Maia e deseja conforto aos familiares e amigos.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.