Uma reviravolta no TRE do Rio de Janeiro colocou o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, diante de um novo obstáculo em sua tentativa de chegar à Câmara dos Deputados. Depois de inicialmente considerar insuficientes as provas apresentadas contra o candidato, o Ministério Público Eleitoral mudou de posição e passou a defender o indeferimento do registro da candidatura.
No centro da nova manifestação está Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O MPE sustenta que documentos reunidos após diligências determinadas pelo TRE-RJ trouxeram novos elementos para a análise de uma suposta conexão da candidatura com uma estrutura político-territorial local associada, segundo a argumentação ministerial, a pessoas anteriormente alcançadas por decisões eleitorais envolvendo a vedação constitucional ao uso de organizações paramilitares por partidos.
A mudança é significativa: o órgão que antes entendia não haver elementos suficientes para barrar Rueda agora pede exatamente o contrário. A palavra final, porém, não é do Ministério Público. Caberá ao TRE-RJ decidir se aceita ou rejeita os argumentos apresentados e se o registro do candidato será deferido.
A defesa de Rueda contesta o novo parecer e afirma que não existe prova de conduta própria do candidato nem demonstração de que ele tenha autorizado, participado ou sequer tido conhecimento de eventuais atos praticados por terceiros. Também sustenta que manifestações políticas de apoiadores não podem ser automaticamente atribuídas ao candidato.

