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Dois erros em uma semana

O “bissexual”,o “bilionário” e a eleição de erros: o que virá depois de gargalhadas e risos?

Se a eleição de 2026 já prometia uma disputa acirrada no Acre, ninguém havia avisado que também seria uma temporada de comédia involuntária nos registros eleitorais.

Em menos de uma semana, dois candidatos protagonizaram episódios absolutamente inusitados envolvendo informações declaradas à Justiça Eleitoral.

Primeiro, o vereador André Kamai, presidente do PT no Acre, apareceu no cadastro eleitoral como bissexual. A informação ganhou as redes, provocou comentários e, naturalmente, levantou a pergunta mais óbvia: de onde saiu aquilo?

Kamai, ao invés de transformar o erro em crise, fez o que se esperava: manteve a serenidade, procurou a origem da informação e pediu a retificação.

Até aí, parecia apenas mais uma daquelas trapalhadas burocráticas que surgem no período eleitoral.

Parecia.

Porque, poucos dias depois, apareceu Leonardo Melo, filho do ex-governador, ex-senador e ex-prefeito Flaviano Melo, candidato a deputado.

E Leonardo acordou milionário.

Aliás, milionário é pouco.

Bilionário.

R$ 2,2 bilhões de patrimônio.

Se fosse verdade, Leonardo não seria apenas um dos candidatos mais ricos do país. Seria, até agora, o candidato mais rico da eleição brasileira.

A notícia se espalhou como rastilho de pólvora.

Só que o novo “bilionário acreano” tratou a fortuna com a mesma naturalidade com que muita gente trata uma piada.

Riu.

Riu muito.

E explicou que o MDB do Acre teria cometido um erro de digitação ao inserir os dados da declaração.

“Se eu tivesse esse dinheiro… nossa! Eu mudaria a vida de muitos acreanos”, ponderou.

O candidato chegou a dizer que o erro o transformou no Homem de Ferro, dono da Torre Stark.

Convenhamos: não é todo dia

O que virá amanhã?

R

REDAÇÃO

Autor da publicação.