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O sujo e o mal lavado: Flávio Bolsonaro admite viagem em jato ligado a Vorcaro, que também transportou Moraes

Revelação da revista piauí expõe a ligação do presidenciável com o avião administrado por empresa da qual o banqueiro era sócio. O senador afirma que viajou a convite do amigo Willer Tomaz.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que viajou em janeiro de 2025, acompanhado da família e do amigo e advogado Willer Tomaz, dos Estados Unidos para o Brasil em uma aeronave administrada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Meses depois, em agosto, a mesma aeronave foi usada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela mulher dele, a advogada Viviane Barci. A informação sobre a viagem foi publicada pela revista “piauí” e confirmada pelo g1. Flávio confirmou a viagem em uma publicação nas redes sociais. Ele compartilhou uma publicação sobre o tema e disse: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”. americana confirma que Flávio deixou os Estados Unidos naquela data. Ele havia entrado no país em 27 de dezembro de 2024, por Miami, para passar as festas de fim de ano com a família e amigos.

Entre eles estava Willer Tomaz, advogado que entrou no radar da Polícia Federal nas investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

O voo de retorno ao Brasil foi feito na aeronave da Embraer, Legacy 650, prefixo PP-NLR, fabricada em 2012. O jato tem autonomia para voar até 7,2 mil km a 850 km/h e pode levar até 13 passageiros.

À época, a aeronave era gerida pela Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, em contrato de 10 anos de cessão com a Fraction 024, de propriedade de Marcus Vinícius da Mata, também ligado ao banqueiro.

É com da Mata que Vorcaro troca mensagens questionando se a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já estaria usando de aeronaves de sua propriedade.

Apesar do contrato ser firmado com a Viking Participações, que não tinha propriedade direta da aeronave, a empresa fazia parte do conglomerado usado por Daniel Vorcaro para diluir ativos financeiros.

“Os ativos mencionados seriam dois bens vinculados às empresas F24 (FRACTION 024 ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO S.A.) e F53 (PT-PCT ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO). A F24 é possuidora da aeronave modelo Legacy 650, prefixo PP-NLR, enquanto a F53 estava em fase de aquisição do Helicóptero EC 155 B1, fabricado pela Airbus Helicopters”, escreveu a PF.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.