A rejeição continua sendo o principal — e aparentemente incontornável — adversário do ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, na corrida pelo Governo do Acre. No levantamento divulgado nesta quarta-feira, 26, o tucano aparece com expressivos 36,18% de rejeição, índice muito superior ao registrado pelos demais candidatos.
Na sequência aparecem Thor Dantas, rejeitado por 10,83% dos entrevistados; Mailza Assis, com 10,74%; e Alan Rick, com 9,34%.
O dado mais preocupante para Bocalom não está apenas no tamanho da rejeição, mas na sua persistência. Desde que anunciou a candidatura ao Palácio Rio Branco, o ex-prefeito convive com níveis elevados de resistência entre os eleitores, sem conseguir apresentar qualquer sinal consistente de recuperação.
A marca negativa sugere que parte considerável do eleitorado ainda associa Bocalom a uma administração apagada em Rio Branco, marcada por desgastes políticos, problemas na prestação de serviços públicos e dificuldades de diálogo até mesmo com antigos aliados.
Enquanto os adversários disputam votos e procuram ampliar seus espaços, Bocalom enfrenta uma batalha anterior: convencer mais de um terço do eleitorado a reconsiderar uma opinião já consolidada. Com a votação marcada para 4 de outubro, o tempo está cada vez mais curto.
Rejeição não significa, automaticamente, derrota. Entretanto, quando permanece elevada durante toda a pré-campanha e atravessa o período eleitoral sem recuar, transforma-se em uma espécie de teto para o crescimento do candidato.
A essa altura, retirar uma rejeição de 36,18% parece uma missão política quase impossível. Bocalom ainda está na disputa, mas carrega uma pesada herança administrativa que, conforme indicam os números, o eleitor acreano não esqueceu.

