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Só macho! Acre é único estado brasileiro sem representação feminina na Aleac, que renova apenas um terço das 24 cadeiras

As urnas produziram neste domingo (4) uma das situações mais marcantes da eleição proporcional no Acre: nenhuma mulher foi eleita para a Assembleia Legislativa. A partir de 2027, as 24 cadeiras da Aleac serão ocupadas exclusivamente por homens. Segundo levantamento publicado nesta segunda-feira, o Acre será o único estado brasileiro sem representação feminina em sua Assembleia Legislativa.

O resultado chama ainda mais atenção porque a atual legislatura conta com três deputadas: Antonia Sales (MDB), Maria Antônia (PP) e Michelle Melo (União Brasil). As três tentaram a reeleição, mas ficaram fora da nova composição. A bancada feminina, que hoje representa 12,5% da Casa, portanto, cai para zero.

É um resultado incomum também quando observado historicamente. Levantamento sobre a presença feminina na Aleac aponta que, entre 1994 e 2022, o melhor desempenho ocorreu em 2006, quando cinco mulheres conquistaram mandato. Agora, a próxima legislatura começará sem uma única deputada.

Renovação fica em apenas um terço

Se houve uma mudança radical na representação feminina, a renovação geral do Parlamento foi bem mais limitada.

Dos 24 deputados eleitos, 16 já integram a atual Assembleia e conseguiram permanecer no cargo. Apenas oito cadeiras serão ocupadas por nomes que não fazem parte da atual composição. Assim, a renovação ficou em 33,3%, enquanto 66,7% das cadeiras permaneceram nas mãos de parlamentares reeleitos.

Entre os oito que chegam à nova composição estão Marcus Alexandre (MDB), Chiquinho do Duda (PL), Samir Bestene (PP), Raimundo Neném (PL), Gláucio Pedrosa (PL), Jailson Amorim (PSD), Antonio Pedro (PSD) e Leôncio Castro (PSDB). Antonio Pedro, porém, não é propriamente estreante: já exerceu mandato estadual e agora retorna à Casa.

A fotografia deixada pelas urnas é, portanto, curiosa: a Aleac muda um terço de seus integrantes, preserva dois terços da atual bancada e, ao mesmo tempo, sofre uma transformação inédita na composição de gênero.

Quando os novos deputados tomarem posse, em fevereiro de 2027, o plenário terá 24 homens, nenhuma mulher e somente oito nomes fora da atual composição.

É uma configuração que certamente colocará no centro do debate político acreano uma pergunta que as urnas deixaram aberta: como um eleitorado formado majoritariamente por mulheres terminou uma eleição sem eleger sequer uma representante para uma das 24 cadeiras do Parlamento estadual?

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REDAÇÃO

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