
Na ocasião, Tião foi direto ao criticar a postura de Bittar: “A mão que afaga é a mesma que apedreja”, escreveu, ao questionar a tentativa do senador de trazer antigas mágoas para o debate político.
Mas é na política recente que as contradições apontadas por adversários ganham novos contornos. Durante a campanha de 2026, Bittar foi acusado, por integrantes do meio político, de enfraquecer a aliança com Gladson Cameli, enquanto ampliava articulações com outros grupos. Entre os episódios citados estão as dobradas eleitorais com Mara Rocha na reta final da disputa e as conversas políticas envolvendo o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o grupo de Alan Rick.
Nos bastidores, também circularam relatos de que Bittar defendia maior protagonismo para si na composição governista, cobrando lealdade integral do governo Mailza e espaço político que não se limitasse aos interesses de Gladson.
O contraste é evidente: enquanto Bittar invoca antigas mágoas para explicar conflitos políticos, suas próprias movimentações recentes levantam questionamentos sobre lealdade, alianças e conveniência eleitoral.
Na política, alianças não se medem apenas pelo discurso, mas pela postura quando os interesses entram em conflito. E é justamente nesse terreno que a relação entre Márcio Bittar e o grupo de Gladson Cameli passou a ser colocada em xeque.

