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Emprego

Cresceu, mas patina: Acre chega a 80 mil trabalhadores com carteira assinada e mantém 5ª posição no Norte

O Acre encerrou 2024 com aproximadamente 80 mil trabalhadores do setor privado com carteira assinada, segundo levantamento feito a partir da PNAD Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE.

Na comparação com o quarto trimestre de 2017, quando o estado possuía cerca de 61 mil empregados formalizados, houve crescimento estimado de 31,1%, correspondente à incorporação de aproximadamente 19 mil trabalhadores com carteira assinada em sete anos completos — período que abrange oito referências anuais, de 2017 a 2024.

Apesar do avanço, o Acre permaneceu na quinta posição entre os sete estados da Região Norte, à frente apenas de Amapá e Roraima.

Ranking do Norte em 2024

Posição Estado Trabalhadores com carteira
1º Pará 878 mil
2º Amazonas 462 mil
3º Rondônia 209 mil
4º Tocantins 183 mil
5º Acre 80 mil
6º Amapá 77 mil
7º Roraima 76 mil

Os números mostram que o Pará concentra sozinho cerca de 45% dos trabalhadores com carteira assinada do Norte. O estado possuía um contingente formal quase 11 vezes maior que o registrado no Acre.

Amazonas aparece em segundo lugar, com 462 mil trabalhadores, enquanto Rondônia e Tocantins ocupam, respectivamente, a terceira e a quarta posições.

Evolução do Acre nos últimos oito anos

Ano – 4º trimestre Trabalhadores com carteira
2017 61 mil
2018 68 mil
2019 66 mil
2020 65 mil
2021 73 mil
2022 68 mil
2023 77 mil
2024 80 mil

A trajetória acreana não foi linear. Depois de crescer para 68 mil trabalhadores em 2018, o mercado recuou nos dois anos seguintes, chegando a 65 mil empregos formais no final de 2020.

A recuperação começou em 2021, quando o contingente subiu para 73 mil. Em 2022, entretanto, houve nova queda, para 68 mil. O crescimento foi retomado em 2023, alcançando 77 mil, e prosseguiu em 2024, quando o Acre atingiu o melhor resultado da série analisada: 80 mil pessoas empregadas com carteira assinada.

Entre 2023 e 2024, foram acrescentados aproximadamente 3 mil trabalhadores formalizados, uma elevação estimada de 3,9%.

Comparação entre 2017 e 2024

Estado 2017 2024 Diferença Crescimento
Pará 668 mil 878 mil +210 mil +31,4%
Amazonas 343 mil 462 mil +119 mil +34,7%
Rondônia 222 mil 209 mil -13 mil -5,9%
Tocantins 144 mil 183 mil +39 mil +27,1%
Acre 61 mil 80 mil +19 mil +31,1%
Amapá 52 mil 77 mil +25 mil +48,1%
Roraima 48 mil 76 mil +28 mil +58,3%

Em crescimento proporcional, o Acre apresentou o quinto melhor resultado do Norte. Roraima liderou a expansão, com 58,3%, seguido por Amapá, Amazonas e Pará.

O desempenho acreano, de 31,1%, ficou acima da expansão conjunta da Região Norte. Somados, os sete estados passaram de aproximadamente 1,538 milhão para 1,965 milhão de trabalhadores registrados, crescimento de 27,8%.

Rondônia foi o único estado nortista que encerrou 2024 com número inferior ao observado em 2017.

Acre cresce, mas não muda de posição

O Acre ocupava a quinta colocação regional em 2017 e continuou no mesmo lugar em 2024. A diferença para Tocantins, quarto colocado, aumentou de 83 mil para aproximadamente 103 mil trabalhadores.

Na parte inferior do ranking, porém, a distância diminuiu consideravelmente. Em 2017, o Acre possuía 9 mil trabalhadores formais a mais que o Amapá e 13 mil a mais que Roraima. Em 2024, essa vantagem caiu para somente 3 mil sobre o Amapá e 4 mil sobre Roraima.

Isso significa que, embora tenha alcançado seu maior número no período, o Acre cresceu menos que os dois estados que ocupam as últimas posições. Caso essa diferença de ritmo permaneça, a quinta colocação acreana poderá ser ameaçada nos próximos levantamentos.

Metodologia: foram considerados os empregados do setor privado, excetuados os trabalhadores domésticos, com carteira de trabalho assinada no trabalho principal. Os valores correspondem ao quarto trimestre de cada ano e são apresentados em milhares de pessoas. Por se tratar de pesquisa amostral, os resultados são estimativas arredondadas e possuem margem de erro. Fonte: Tabela 4097 da PNAD Contínua/SIDRA e página oficial da PNAD Contínua do IBGE.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.