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Família de Valadares Neto tenta UTI Aérea e pode recorrer ao TJ; advogado estaria em estado crítico e transferência exige escolta e assistência medica

Preso preventivamente e sob escolta policial no Pronto-Socorro de Rio Branco, advogado estaria há quatro dias internado. Até as 11h55 desta sexta-feira (6), não havia pedido de transferência na Comarca de Brasiléia, segundo informações obtidas pela reportagem.

Um suposto movimento de familiares do advogado Francisco Valadares Neto para conseguir uma UTI aérea e transferi-lo para tratamento fora do Acre mobiliza informações de bastidores nesta sexta-feira (6). O advogado, que estaria em estado crítico, permanece internado no Pronto-Socorro de Rio Branco, sob escolta policial, usando tornozeleira eletrônica e com prisão preventiva decretada pela Justiça.

Valadares Neto foi hospitalizado após uma tentativa de suicídio por ingestão excessiva de medicamentos, horas depois da execução de sua ex-namorada, a médica Elyne de Assis Nogueira, assassinada a tiros em Brasiléia. O advogado contratou um matador por R$ 40 mil, revelou alo delegado Alex Dany, que preside as investigações

Fontes ouvidas pelo O Seringal informaram que, até aproximadamente 11h55 desta sexta-feira, nenhum pedido de transferência havia sido apresentado à Comarca de Brasiléia, responsável pela decretação da prisão preventiva.

A possibilidade de remoção para outro estado, entretanto, estaria sendo discutida no entorno familiar do advogado. Uma das alternativas mencionadas pelas fontes seria a apresentação de um pedido diretamente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), eventualmente por iniciativa de sua mãe, a juíza aposentada Solange Fagundes.

A medida poderia levar a questão à apreciação de desembargadores, embora não exista garantia de tramitação mais rápida ou de autorização da transferência.

A prisão preventiva impõe condições específicas à eventual remoção. Mesmo diante da disponibilidade de uma aeronave equipada como UTI, o advogado não poderia ser transferido livremente. Seria necessária autorização judicial, fundamentada em documentação médica que demonstrasse a necessidade do tratamento fora do Acre.

Conforme a logística descrita à reportagem, uma eventual transferência autorizada exigiria acompanhamento de policiais penais e de um médico do Estado na mesma aeronave, além da articulação entre as autoridades responsáveis pela custódia e pela assistência hospitalar. Esses procedimentos ainda dependeriam de confirmação oficial.

O quadro clínico de Valadares Neto permanece cercado de informações restritas. A direção do hospital tem condicionado a divulgação de boletins médicos à autorização familiar. Assim, a informação de que o advogado estaria em estado crítico ainda não foi confirmada oficialmente.

O caso ganha novos desdobramentos enquanto a Polícia Civil investiga a execução de Elyne de Assis Nogueira, crime que provocou forte comoção no Acre.

A eventual transferência de Valadares Neto, caso solicitada, dependerá de avaliação médica e decisão judicial, sem afastar os efeitos da prisão preventiva.

O Seringal acompanha os desdobramentos e busca confirmação oficial sobre a existência de pedido de UTI aérea, o estado de saúde do advogado e as providências judiciais eventualmente adotadas.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.