O rompimento político entre a governadora Mailza Assis e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, começou a produzir seus primeiros efeitos concretos na estrutura do Governo do Estado. Poucos dias após a crise se tornar pública, o Diário Oficial trouxe as primeiras exonerações de pessoas diretamente ligadas ao núcleo político e familiar do prefeito, evidenciando que a separação entre os dois grupos deixou o campo das declarações e passou a impactar a máquina administrativa.
As exonerações atingiram familiares e pessoas de confiança de Zequinha Lima que ocupavam cargos na administração estadual. Entre os desligados estão a filha do prefeito, que recebia remuneração bruta de R$ 13.176,03; o genro, com salário de R$ 9.045,51; uma amiga indicada pelo grupo político, também com remuneração de R$ 9.045,51; um sobrinho, que recebia R$ 5.060,76; e uma irmã, com salário de R$ 6.634,01.
A informação é do Portal Notícias do Juruá.
De acordo com a publicação, somados, os cargos representam R$ 42.961,82 em remuneração bruta mensal.
Nos bastidores da política acreana, a avaliação é de que as exonerações marcam o início de uma ampla reconfiguração política promovida pelo Palácio Rio Branco após o rompimento com Zequinha Lima. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que outras pessoas indicadas pelo prefeito também estariam deixando a administração estadual, embora parte dos atos administrativos ainda não tenha sido oficialmente publicada.
A movimentação é interpretada como um claro sinal de que o governo iniciou a retirada dos espaços políticos ocupados pelo grupo de Zequinha Lima, consolidando o distanciamento entre as duas lideranças. A expectativa é de que novas exonerações e substituições ocorram nos próximos dias, acompanhando a reorganização da base política da governadora e o redesenho das alianças para o cenário eleitoral de 2026.

