O silêncio de Flávio Bolsonaro em relação a Gladson Cameli na lista de apoios ao Senado no Acre será corrigido. O presidenciável deverá gravar ainda esta semana uma declaração de apoio ao ex-governador do Acre, candidato ao Senado pelo Progressistas. A movimentação teria o dedo do senador Márcio Bittar, candidato à reeleição e um dos nomes explicitamente apoiados por Flávio no Estado.
Na semana passada, durante uma transmissão em que apresentou seus candidatos ao Senado nos estados, Flávio citou apenas Bittar e Mara Rocha como seus nomes no Acre. Gladson, apesar de disputar uma das duas vagas e manter relação de amizade com o presidenciável, ficou fora da lista.
O episódio passou a ser interpretado nos bastidores como um possível “ato falho” político — daqueles que produzem mais barulho pelo que deixam de dizer do que pelo que efetivamente dizem. O filho do ex-presidente considerou, na verdade, ter havido erro deixar de citar Cameli, que governou o Acre por dois mandatos com popularidade muito acima da média em relação à maioria dos chefes de executivo no país.
A eventual gravação de apoio a Gladson, se confirmada, funcionaria como uma espécie de correção de rota e evitaria que a ausência do ex-governador fosse transformada em um problema político durante a campanha.
A articulação atribuída a Bittar também teria um componente estratégico. Com duas cadeiras em disputa no Senado, o apoio de Flávio interessa diretamente aos candidatos da direita, e uma eventual manifestação pública em favor de Gladson poderia ajudar a acomodar uma relação política que ultrapassa as divisões partidárias.
Flávio e Gladson são amigos, e o próprio ex-governador já declarou que pretende votar no presidenciável.
A expectativa nos bastidores é de que Flávio venha ao Acre durante o período mais quente da campanha e participe presencialmente de atos com seus aliados. Se a agenda se confirmar, o palanque poderá ser o cenário escolhido para selar publicamente o apoio aos candidatos.

