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Saúde, educação, infraestrutura, economia e desenvolvimento do Acre: saiba tudo sobre plano de governo apresentado pelo senador Alan Rick

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre, registrou para as eleições de 2026 um plano de governo para o período de 2027 a 2030. O documento, intitulado “O Trabalho da Esperança”, foi apresentado à Justiça Eleitoral e tem cerca de 80 páginas, reunindo propostas para diferentes áreas da administração estadual.

A construção do plano começou ainda no primeiro semestre, com o lançamento da plataforma digital “Fala, Acre!”, criada para receber sugestões da população. Segundo as publicações da época, a proposta também previa escutas presenciais em bairros, comunidades rurais e municípios das diferentes regiões do Estado, além de encontros com segmentos como juventude, mulheres, idosos, lideranças comunitárias e setor produtivo.

O documento apresenta dez grandes compromissos, que podem ser organizados em sete áreas estratégicas: desenvolvimento econômico e produção; infraestrutura, integração e saneamento; educação; saúde; segurança e fronteiras; inclusão e desenvolvimento social; e planejamento, gestão e inovação.

Saúde: atendimento especializado mais perto de casa

A saúde aparece como um dos principais eixos do plano. A proposta central é regionalizar os serviços, ampliar a oferta de média e alta complexidade no interior, reduzir filas e diminuir a necessidade de pacientes viajarem para Rio Branco em busca de consultas, exames e cirurgias.

No caso do Vale do Juruá, a proposta divulgada prevê o fortalecimento da estrutura regional para ampliar consultas, exames e procedimentos especializados. O objetivo é permitir que uma parcela maior dos atendimentos seja resolvida dentro da própria região.

O plano também prevê o fortalecimento da rede hospitalar e a integração entre os municípios, além da possibilidade de ampliar parcerias com hospitais de referência de outros estados enquanto determinados procedimentos ainda não estiverem disponíveis no Acre.

A proposta dialoga diretamente com a realidade de municípios como Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, onde o deslocamento para a capital pode representar longas viagens e dificuldades adicionais de acesso à assistência especializada.

Antes mesmo da apresentação do documento definitivo, Alan Rick já apontava saúde, emprego e infraestrutura como algumas das principais demandas ouvidas durante suas viagens pelo Estado.

Economia, emprego e renda

No campo econômico, o plano parte da proposta de “fazer o Acre voltar a crescer”. A estratégia inclui estímulo à produção, atração de investimentos, agregação de valor às cadeias produtivas, geração de empregos e criação de novas oportunidades.

Entre as propostas divulgadas estão ações para fortalecer a agricultura familiar, assistência técnica, crédito, agroindustrialização, abertura de novos mercados e cooperativismo.

O documento identifica como obstáculos o alto custo de insumos, problemas logísticos, assistência técnica insuficiente, baixa agregação de valor à produção e dificuldades para novos negócios.

Para o setor urbano, aparecem propostas de apoio a empreendedores, pequenos negócios e trabalhadores, além da criação de um ambiente considerado mais favorável à atração de investimentos.

Em julho, antes do registro definitivo, Alan Rick também havia defendido, em encontro com entidades empresariais, medidas relacionadas à redução da burocracia, competitividade, investimentos e geração de empregos.

Agricultura e produção rural

A produção agropecuária ocupa espaço importante dentro do eixo econômico. A proposta é fortalecer quem já produz e criar condições para que novas atividades sejam incorporadas à economia estadual.

Entre as diretrizes divulgadas estão:

  • fortalecimento da agricultura familiar;
  • ampliação da assistência técnica;
  • acesso ao crédito;
  • incentivo à agroindustrialização;
  • agregação de valor aos produtos;
  • abertura de novos mercados;
  • fortalecimento das cadeias produtivas;
  • estímulo às cooperativas;
  • melhoria da infraestrutura para escoamento da produção.

A ideia apresentada é fazer com que o Acre não apenas produza, mas consiga industrializar e agregar valor ao que sai do campo.

Floresta, meio ambiente e bioeconomia

Um dos pontos destacados do plano é a transformação do ativo florestal em ativo econômico, sem abandonar a proposta de uso sustentável.

A estratégia envolve bioeconomia, serviços ambientais, inovação e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade. A floresta é apresentada como patrimônio econômico capaz de gerar emprego e renda, ao mesmo tempo em que sua utilização deve seguir critérios de sustentabilidade.

O plano, portanto, associa a agenda ambiental ao desenvolvimento econômico, especialmente por meio de produtos florestais, serviços ambientais e novas cadeias produtivas.

Infraestrutura e integração do Acre

Outro grande eixo é a integração física e econômica do Estado.

O plano prevê investimentos em infraestrutura, logística, saneamento, mobilidade e integração regional, com o objetivo de aproximar os municípios, reduzir distâncias e melhorar as condições para circulação de pessoas e mercadorias.

Entre as propostas divulgadas estão a recuperação permanente de estradas e ramais e a melhoria da logística necessária ao escoamento da produção.

O plano também trata da necessidade de ampliar a integração do Acre com Peru, Bolívia e os mercados do Pacífico, relacionando infraestrutura à abertura de novas possibilidades comerciais.

BR-364 e interiorização dos serviços

A infraestrutura rodoviária aparece como uma questão transversal. A melhoria das ligações entre as regiões é apresentada não apenas como medida econômica, mas também como condição para garantir acesso à saúde, educação, segurança e outros serviços públicos.

No caso da saúde, a recuperação da infraestrutura é associada à possibilidade de transportar pacientes, profissionais, medicamentos e equipamentos entre as diferentes regionais.

Saneamento e habitação

O plano também inclui saneamento básico e habitação entre os setores que deverão integrar a estratégia de desenvolvimento.

A proposta de integração regional considera saneamento, infraestrutura urbana e melhoria das condições de vida como componentes do desenvolvimento dos municípios.

Educação

Na educação, a proposta apresentada coloca a aprendizagem como uma das bases do desenvolvimento estadual.

Entre as diretrizes estão:

  • melhoria da aprendizagem;
  • fortalecimento da educação técnica e profissional;
  • preparação de jovens e adultos para o mercado de trabalho;
  • incentivo à inovação;
  • formação voltada às novas oportunidades econômicas.

A educação profissional aparece associada à estratégia de geração de emprego e permanência dos jovens no Acre.

Segurança pública e fronteiras

Na segurança, o plano prevê o fortalecimento das ações contra a criminalidade e o crime organizado.

Entre as propostas estão maior presença do Estado nas fronteiras, investimentos em inteligência e tecnologia e valorização dos profissionais da segurança pública.

A proteção das fronteiras ganha importância específica pela posição geográfica do Acre, que faz divisa com Peru e Bolívia.

Assistência social e inclusão

O plano apresenta uma proposta de ampliação das políticas de inclusão social e assistência.

São citados expressamente:

  • crianças;
  • jovens;
  • mulheres;
  • idosos;
  • pessoas com deficiência;
  • povos indígenas;
  • comunidades tradicionais;
  • famílias em situação de maior necessidade.

A diretriz é ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Estado para os grupos que dependem mais diretamente das políticas públicas.

Municípios

Outro compromisso é o fortalecimento das prefeituras e da cooperação entre Estado e municípios.

A proposta parte do entendimento de que as necessidades de Cruzeiro do Sul, Brasileia, Sena Madureira, Tarauacá, Feijó, Jordão ou dos municípios do Baixo Acre não são necessariamente iguais às de Rio Branco.

Por isso, o plano defende uma atuação mais próxima das administrações municipais, com investimentos e políticas adaptadas às diferentes realidades regionais.

Energia e conectividade

O documento também relaciona desenvolvimento econômico à necessidade de melhorar energia, internet e conectividade, consideradas condições para a expansão de negócios, serviços públicos e integração dos municípios.

A conectividade aparece ainda dentro da proposta de modernização da administração pública e de ampliação do acesso dos cidadãos aos serviços governamentais.

Gestão pública

Na administração estadual, o plano propõe uma gestão moderna, digital, transparente e orientada por resultados.

Entre os compromissos estão:

  • planejamento;
  • responsabilidade fiscal;
  • controle dos gastos;
  • transparência;
  • digitalização dos serviços;
  • avaliação permanente de resultados;
  • valorização dos servidores públicos;
  • participação da população;
  • cooperação com os municípios.

O documento também defende que as políticas públicas sejam pensadas de maneira integrada, evitando que saúde, educação, segurança, produção e infraestrutura funcionem como áreas isoladas.

Participação popular

A participação social é apresentada como um dos princípios do projeto. A ideia defendida é que decisões de governo não sejam tomadas exclusivamente dentro dos gabinetes.

A plataforma “Fala, Acre!” foi apresentada justamente como instrumento para receber propostas dos moradores dos 22 municípios, complementada por reuniões e escutas presenciais realizadas durante a fase de construção do programa.

O conceito geral do plano

Em síntese, o programa de Alan Rick procura organizar sua proposta de governo em torno de cinco ideias centrais: produzir, cuidar, integrar, preservar e avançar. A formulação combina desenvolvimento econômico, descentralização dos serviços públicos, inclusão social, sustentabilidade e modernização administrativa.

Entre os dez compromissos destacados no documento estão: fazer o Acre voltar a crescer; integrar o Estado; garantir educação de qualidade; cuidar da saúde; proteger as famílias; promover inclusão social; valorizar quem produz, trabalha e empreende; transformar o ativo florestal em patrimônio econômico; fortalecer os municípios; e governar com responsabilidade, transparência e inovação.

Assim, o plano apresentado para 2027–2030 tenta conectar os principais gargalos históricos do Acre: produção sem logística, interiorização dos serviços de saúde, formação profissional, segurança nas fronteiras, saneamento, infraestrutura, geração de emprego, preservação ambiental e modernização do Estado.

É importante registrar que essas são propostas de campanha, e não políticas públicas já executadas. Também há cobertura jornalística apontando que parte do documento trabalha com diretrizes amplas e que algumas medidas ainda não apresentam, nas versões divulgadas, detalhamento sobre custos, cronogramas ou fontes de financiamento.

O documento integral registrado na Justiça Eleitoral está disponível para consulta pública, permitindo verificar as propostas diretamente na versão apresentada pela candidatura.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.