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Omissão das autoridades?

Tragédia anunciada em Acrelândia: produtor com transtornos mentais é baleado, reage e mata invasor após sucessivos pedidos de ajuda

Uma sucessão de invasões, reclamações sem resposta e conflitos recorrentes terminou em tragédia no início da noite desta quinta-feira (20), no Seringal Itamaraty, zona rural de Acrelândia. Um homem morreu e o proprietário da área, identificado como Esmael Carlos Fragoso, foi baleado e socorrido em estado grave.

Segundo informações preliminares repassadas por familiares, um pequeno grupo teria entrado novamente na propriedade particular utilizando um ramal construído pelo próprio produtor. Durante o confronto, Esmael teria sido atingido por disparos e reagido. Um dos integrantes do grupo (FOTO DE CAPA) morreu ainda no local.

As circunstâncias exatas, a autoria dos primeiros disparos e a dinâmica do episódio deverão ser esclarecidas pela Polícia Civil por meio de depoimentos, perícia e demais elementos da investigação. Mas Esmael é alvo de uma processo judicial sob a acusação de proibir a ida e vinda de cidadãos dentro de sua terra, o que é negado pela família.

Esmael foi encaminhado em estado grave ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Conforme a família, ele tem transtorno mental diagnosticado e já havia comunicado às autoridades a presença frequente de pessoas dentro de suas terras. Os invasores, segundo os relatos, utilizavam o local para consumir bebidas alcoólicas, ouvir música em alto volume e chegar às margens do Rio Abunã para diversão.

O acesso à beira do rio ocorre por uma ponte ligada ao ramal particular. Ainda conforme os familiares, o produtor já havia pedido que a estrutura fosse desfeita para impedir a passagem irregular pelo interior da propriedade, mas nenhuma providência efetiva teria sido tomada.

Dias antes da tragédia, um dos filhos de Esmael gravou um vídeo (veja acima) mostrando o transtorno vivido pela família. Nas imagens, ele denuncia lixo abandonado, som alto e a insistência de grupos em atravessar a colônia, apesar das advertências de que se tratava de uma área privada.

O vídeo agora assume o peso de um alerta ignorado. O que até então era tratado como perturbação, desrespeito ao direito de propriedade e risco permanente terminou da pior maneira possível: com uma pessoa morta, outra gravemente ferida e uma família mergulhada em aflição.

Mais do que definir responsabilidades precipitadamente, o caso exige uma investigação rigorosa. Também deverá ser esclarecido se as autoridades foram formalmente procuradas, quais providências foram solicitadas e por que o conflito continuou se repetindo até alcançar um desfecho fatal.

A identidade do homem que morreu ainda não havia sido oficialmente divulgada. O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades, da família da vítima fatal e das demais pessoas envolvidas.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.