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Manchete

Acre: operação apreende armas e mídias na casa de ex-prefeito que disse que levaria desembargador “para o buraco”

Por REDAÇÃO 17/04/2024 09:48 Atualizado em 17/04/2024 14:17

O ex-prefeito de Feijó, Raimundo Pinheiro, o “Dindin”, sofreu buscas e apreensões em sua casa, na manhã desta quarta-feira. Foram apreendidas armas e mídias.

“Dindim” é autor de ameaças contra um desembargador do Tribunal de Justiça do Acre, cujo nome não foi revelado. Um irmão do ex-prefeito também foi visitado pela polícia. Ele deveria ser a pessoa para consumar a ameaça, segundo a polícia.

“Vamos levar ele para o buraco”, disse ele á Chefia de Gabinete do magistrado, no início do mês de março. O ex-prefeito se irritou após não encontrar o desembargador, com quem queria falar.

A Promotoria Criminal de Feijó, em conjunto com a Polícia Militar do Acre (PMAC), deflagrou nesta quarta-feira, 17, a “Operação Algar”, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra dois investigados no município de Feijó. Acima, a entrevista do promotor do caso, Bernardo Fitterman Albano.

A operação faz parte do procedimento de investigação criminal instaurado pelo MPAC para apurar a prática do crime de ameaça perpetrado contra um desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Durante as buscas, foram apreendidas duas armas de fogo além de celulares e mídias.

Conforme informações contidas nos autos, a ameaça ocorreu em decorrência da atividade jurisdicional do desembargador no julgamento que gerou a inelegibilidade de um ex-prefeito do município.

Considerando a necessidade de aprofundar as investigações, especialmente na identificação de possíveis coautores da ameaça, o MPAC solicitou o afastamento da garantia à inviolabilidade da intimidade e do domicílio, conseguindo a expedição do mandado de busca e apreensão, com autorização para acessar dispositivos eletrônicos móveis, bem como a suspensão da posse e porte de arma dos investigados, apontados como o autor direto e mandante da ameaça, e seu irmão, apontado como possível executor.

O nome da Operação Algar faz referência ao sinônimo da palavra “cova”, pois no contexto da ameaça, foi mencionado que o desembargador seria levado “para o buraco”.

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