Rio Branco: a Comunicação que não se comunica com ninguém

O secretário de Comunicação do prefeito Tião Bocalom, por acaso seu filho de criação, não tem aversão apenas a vírgula e crase – deficiência comum de 7 entre 10 cidadãos brasileiros. É um cidadão extremamente desleixado, inimigo do seu próprio ofício, possivelmente acomodado por ser uma indicação que atende a questões familiares, e não compreender o tamanho de sua responsabilidade social.

Ailton Oliveira tem mais de 40 anos na imprensa acreana, mas se tornou um profissional carente de ensinamentos básicos, entorpecido e envaidecido por ter ocupado as baias de redações badaladas (TV Acre, TV Gazeta, TV Rio Branco). Teve oportunidades raras ao longo de 4 décadas para se tornar minimamente notável, mas ainda não decifra um comunicado de uma nota pé. O “pai” prefeito decidiu arcar com o ônus, e imortalizou a idéia de família, embora as consequências para a sua imagem

Um piolho de grupo de whatsapp que acredita justificar seu bom salário – e os privilégios do cargo – espalhando releases em rede social; que patina numa ineficiência estampada na cara de todos, e nem o constrangimento de ser repreendido publicamente lhe envergonha.

O papel de assessor é as-ses-so-rar.  E os “clientes” desta “empresa” chamada prefeitura são o povo, que merece respeito e atenção sobre dilemas causados pela gestão pública com reflexos na vida de todos. Ailton não sabe o que é isso…jamais compreenderá que um porta voz deve se antecipar à notícia ruim, proteger, sobretudo quando na berlinda está uma figura pública, e, acima de tudo, aliviar a carga de insatisfação popular sobre seu assessorado.

Talvez por este motivo nesses 40 meses de gestão o secretário não tenha escrito uma só nota informativa a respeito dos problemas enfrentados pela população da capital – bloqueio nas estradas, falta de água, garis apanhando da polícia, programas fracassados, promessas descumpridas, plano de governo na gaveta…O município parece produzir uma lavoura de bananas.

Tanto tropeço da administração municipal, e o secretário enclausurado em sua própria insignificância e incapacidade de pensar e agir.

Mas nada disso importa, não é mesmo?

O importante para o secretário é que a necessidade de uma comunicação mais eficiente com o público externo é uma cobrança exagerada, uma “farça dos farçantes que não “enchergam a administração mais revolucionária da história”.

Bom lembrar que histórias – e estórias – de superação e fidelidade entre familiares não devem interferir no interesse geral das pessoas (população). E nessa aspecto o prefeito tem sua culpa por ser incapaz de exercer o papel de “pai”, exigindo do seu protegido aquilo que se espera de um ordenador de despesas pagas pelo contribuinte.

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