Início / Versão completa
geral

Sete adolescentes ficam feridos após ataque de abelhas em SP

Por CNN 22/11/2025 15:24

Sete adolescentes sofreram um ataque de abelhas e ficaram feridos na manhã deste sábado (22), na Rua Graciosa, em Diadema, na Grande São Paulo. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, acionado para a ocorrência às 11h48, as vítimas têm faixa etária entre 13 e 16 anos. Duas viaturas foram empenhadas para o local, onde os jovens foram encontrados todos conscientes. 

Quatro deles foram socorridos pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levados à UPA Central de Diadema.

Leia Mais

Até a última atualização da corporação, não havia informações sobre o estado de saúde dos adolescentes e sobre as circunstâncias do ataque.

Ataques de abelhas crescem no Brasil

Conhecidas por seu papel na produção de mel e na polinização de plantas, as abelhas africanizadas (Apis mellifera) podem parecer inofensivas com sua coloração amarela e rotina de visita a flores. Mas, quando se sentem ameaçadas, elas podem oferecer verdadeiros riscos à saúde humana — principalmente se estiverem acompanhadas por outros membros de sua colmeia, e formarem um enxame.

Dados do painel epidemiológico de acidentes por animais peçonhentos, mantido pelo Ministério da Saúde, indicam que 34.260 pessoas registraram episódios envolvendo o ataque de abelhas no país em 2024, sendo que 117 deles resultaram em óbito.

Isso representa um crescimento de 82% no número total de notificações de casos do tipo em comparação a 2020 (18.818), bem como um salto de 56% em relação às mortes (75).

Segundo o médico-veterinário Rui Seabra Ferreira Júnior, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), esse fenômeno pode ser uma consequência do Brasil ter se tornado referência na produção de mel e seus derivados nos últimos anos, espalhando a criação dos insetos pelo território.

Além disso, as mudanças climáticas podem ter favorecido a ocorrência da espécie em áreas onde antes elas não eram tão frequentes.

Hoje, o ataque por abelhas ocupa o terceiro lugar no ranking de envenenamento por causas animais, ficando atrás apenas de escorpiões e aranhas, respectivamente. Desde 2023, elas superaram até as emergências por serpentes. “Trata-se de um problema de saúde pública que é, muitas vezes, negligenciado”, destaca Ferreira Júnior, que também atua como diretor do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap).

Entenda falta de antídoto para ataques de abelhas 

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.