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Cai o sigilo judicial no processo sobre a morte de Moisés Alencastro

Por REDAÇÃO 13/04/2026 11:14

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, Alesson Braz, decidiu pela quebra parcial do sigilo do processo que apura o assassinato do colunista social Moisés Ferreira Alencastro. A decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira (13), durante audiência de instrução e julgamento realizada no Fórum Criminal. “Autorizo a quebra do sigilo parcial, a partir da denúncia do processo”, declarou o magistrado.
CASO MOISÉS ALENCASTRO: acusados passam por audiência nesta segunda-feira
Os dois acusados pelo assassinato de Moisés Ferreira Alencastro são interrogados nesta segunda-feira (13), durante a audiência de instrução e julgamento do processo. A sessão ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar e inclui a oitiva de testemunhas e os interrogatórios dos réus.
Mais de três meses após o crime, Antônio de Souza Morais, de 22 anos, e Natanael Oliveira de Lima, de 23, participam de mais uma fase da ação penal, dedicada à produção de provas no âmbito da Justiça.
Ao todo, 14 testemunhas devem ser ouvidas — sendo sete indicadas pela defesa e sete pelo Ministério Público. Após os depoimentos, os dois acusados serão interrogados pelo juiz responsável pelo caso. Eles têm o direito de permanecer em silêncio, conforme prevê a legislação brasileira.
O colunista social Moisés Ferreira Alencastro, de 59 anos, foi assassinado a golpes de faca na noite de 21 de dezembro do ano passado, dentro do próprio apartamento, localizado na região da Morada do Sol. O corpo foi encontrado apenas no dia seguinte.
De acordo com as investigações, após o crime, os suspeitos teriam furtado o carro e o aparelho celular da vítima. O veículo foi localizado na Estrada do Quixadá, e o caso foi elucidado pela Delegacia de Homicídios dois dias depois.
Antônio foi o primeiro a ser preso. Horas depois, a polícia cumpriu o mandado de prisão contra Natanael.
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado e também pelo furto dos bens da vítima.
Durante a audiência, a defesa deve sustentar que o crime não teve motivação homofóbica. Já o Ministério Público aponta que a principal motivação foi, sim, a homofobia.
A expectativa é que os interrogatórios ajudem a esclarecer pontos importantes sobre a dinâmica e a motivação do crime.

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