Anualmente, o Dia das Mães é comemorado no Brasil e em outros países do mundo. Com o intuito de celebrar a maternidade, a data costuma movimentar fortemente a economia com a compra de presentes, além de almoços e jantares elaborados nos mais diversos estabelecimentos. Apesar de ser um dia já inserido na cultura popular, ainda há dúvidas sobre sua origem.
De acordo com o Museu Nacional da História da Mulher dos Estados Unidos, a primeira tentativa de se instaurar um dia para celebrar as mães surgiu em 1872, quando a escritora e ativista Julia Ward Howe propôs o “Dia das Mães pela Paz”.
Com o intuito de promover a paz após a Guerra Civil Americana, a data acontecia em 2 de junho, em cidades como Boston e Filadélfia, mas acabou deixada de lado devido à Primeira Guerra Mundial.
Em 1908, Anna Jarvis tentou resgatar a essência da data e organizou uma comemoração em Filadélfia em homenagem à mãe, Anna Jarvis, uma enfermeira que foi voluntária na Guerra Civil e lutava por melhores condições de educação. O evento reuniu 15 mil pessoas e houve uma distribuição de cravos brancos às mulheres.
A data virou o Dia das Mães em 1914, quando o então presidente estadunidense Woodrow Wilson marcou o segundo domingo de maio como feriado nacional.
As celebrações à maternidade, no entanto, são muito mais antigas que as instauradas pelos Estados Unidos. De acordo com Ana Paula Aguiar, autora de História, Filosofia e Sociologia do Sistema de Ensino pH, outros povos já tinham suas próprias festividades sobre o tema no passado.
“Diversas civilizações já possuíam celebrações dedicadas às mães e à figura feminina ligada ao cuidado e à fertilidade. Na Grécia Antiga, por exemplo, existia o culto à deusa Cibele, considerada a grande mãe dos deuses. Em Roma, havia o festival Hilaria, marcado por festas e homenagens à maternidade. Já na tradição cristã inglesa, surgiu o chamado Mothering Sunday, um domingo dedicado às mães e às famílias”, informou a profissional à CNN Brasil.
“Entretanto, o modelo moderno do Dia das Mães nasceu nos Estados Unidos, no início do século 20. A primeira celebração oficial aconteceu em 1908, organizada por Anna Jarvis em homenagem à sua mãe, em uma igreja localizada na Virgínia Ocidental”, emendou Ana Paula.
“A ideia rapidamente ganhou força e se espalhou por diversos países. Em lugares como os Estados Unidos e o Brasil, a comemoração ocorre no segundo domingo de maio, embora outras nações adotem datas diferentes ao longo do ano”, continuou.
A autora explicou que os modelos de comemoração atuais se contrapõem ao que a inventora propôs inicialmente. “Com o passar do tempo, o Dia das Mães também se transformou em uma das datas mais comerciais do calendário“, pontuou.
“Curiosamente, ainda no início do século 20, a própria Anna Jarvis passou a criticar a intensa comercialização da comemoração poucos anos após sua criação. Para ela, a data deveria ser marcada pela demonstração sincera de amor e gratidão, e não pelo consumo exagerado”, revelou.
“Uma carta escrita à mão, por exemplo, teria muito mais valor afetivo do que presentes luxuosos ou cartões prontos comprados em lojas”, concluiu.
O que diz a lei?
O Dia das Mães foi instaurado no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) em 1932.
“O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para o seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana”, diz o texto da lei.
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