Eleição na Colômbia: Veja quem são os candidatos à presidência

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Eleição na Colômbia: Veja quem são os candidatos à presidência

A disputa presidencial na Colômbia indica que três candidatos terão vantagem no primeiro turno, que será realizado neste domingo (31).

As pesquisas apontam que Iván Cepeda, do partido governista, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia devem receber a maioria dos votos.

Ainda assim, os levantamentos têm mostrado Cepeda consistentemente à frente, indicando um segundo turno, restando apenas saber quem avançará para a segunda fase.

Iván Cepeda está liderando


O candidato presidencial Ivan Cepeda participa de um comício na cidade de Pasto, no sul da Colômbia, em 15 de maio de 2026.
O candidato presidencial Ivan Cepeda participa de um comício na cidade de Pasto, no sul da Colômbia, em 15 de maio de 2026. • Camilo Erasso/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

Cepeda, candidato de Gustavo Petro, tem sido o favorito ao longo do ano.

Os pontos marcantes dele são a recusa em participar de debates com outros candidatos e afirmar que sua luta política é exclusivamente contra a direita, que ele acredita ser liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe Vélez.

Cepeda e Vélez estiveram envolvidos em uma disputa judicial em um caso de falso testemunho, pelo qual Uribe foi inicialmente condenado e posteriormente absolvido.

O candidato governista busca consolidar o apoio dos eleitores de Petro e dar continuidade a esse projeto político, tentando se distanciar de escândalos de corrupção e sem se aprofundar em controvérsias como a proposta de uma Assembleia Constituinte e o caminho exato para a chamada “paz total” do atual presidente.

As principais pesquisas do país indicam que ele será o candidato mais votado, embora não vença no primeiro turno (precisaria de 50% mais um voto para isso). A pesquisa do Invamer lhe dá 44,6% dos votos.

Já no levantamento Guarumo-EcoAnalítica, Cepeda obtém 37,1%. Por sua vez, no estudo do Centro Nacional de Consultoria, Cepeda aparece com 33,4%.

Abelardo de la Espriella mantém o ritmo


Candidato à presidência da Colômbia Abelardo de la Espriella, do movimento político Defensores de la Patria, concede uma entrevista coletiva em Medellín, Colômbia, em 12 de fevereiro de 2026
Candidato à presidência da Colômbia Abelardo de la Espriella, do movimento político Defensores de la Patria, concede uma entrevista coletiva em Medellín, Colômbia, em 12 de fevereiro de 2026 • Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

Abelardo de la Espriella lançou sua campanha como independente, coletando assinaturas, mas conta com o apoio de importantes grupos políticos como Salvação Nacional, Creemos de Antioquia e a família Char de Barranquilla.

O advogado, que se projeta como um “outsider”, obteve 31,6% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Ivamer; já no levantamento Guarumo-Econoanalítica, alcançou 27,5%. Na pesquisa do Centro Nacional de Consultoria, De la Espriella registrou 30,9% das intenções de voto.

Ele construiu uma campanha baseada em modelos como o de Nayib Bukele em El Salvador, com propostas de linha dura e uma abordagem tecnocrática para a economia, alavancando seu candidato a vice-presidente, José Manuel Restrepo, ex-ministro da Fazenda e reitor de diversas universidades.

O candidato busca conquistar eleitores que se opõem veementemente a Petro.

De la Espriella é criticado por sua falta de experiência política e por seu passado como advogado de figuras controversas, como o fraudador condenado David Murcia Guzmán e Alex Saab, aliado de Nicolás Maduro.

Durante a campanha, também demonstrou hostilidade contra jornalistas e foi acusado de comportamento misógino.

Paloma Valencia: A aposta de Uribe que visa conquistar o centro

A candidata do Centro Democrático chegou ao primeiro turno após vencer a Grande Consulta pela Colômbia, na qual derrotou outros políticos de direita e Juan Daniel Oviedo, um centrista que se tornou seu vice.

Essa decisão é considerada uma forma de atrair eleitores de centro e indecisos, aqueles que se opõem a Petro e Cepeda e não veem De la Espriella como uma candidata viável.

A senadora está em terceiro lugar na pesquisa do Ivamer, com 14%. Ela registra 21,7% na pesquisa Guarumo-Econanalítica. Por fim, obtém 12,6% na pesquisa do Centro Nacional de Consultas.

Valencia, senadora desde 2014 e neta de Guillermo León Valencia (presidente de 1962 a 1966), capitalizou o impulso conquistado após as primárias e obteve a maior ascensão nas primeiras pesquisas, o que, aliás, refletiu a estagnação dos candidatos centristas Sergio Fajardo e Claudia López.

Ela enfrenta o desafio de manter o apoio inabalável dos partidários fiéis de Uribe, ao mesmo tempo que busca atrair aqueles que antes se distanciavam dessa opção política, mas agora desejam uma mudança de governo.

Valencia é criticada por suas posições passadas contra os povos indígenas do departamento de Cauca e por suas posturas conservadoras que não são muito favoráveis ​​aos direitos das minorias.

Os retardatários da lista de candidatos

Mais abaixo na lista, sem chances aparentes de avançar para o segundo turno, estão Fajardo e López, que, caso obtenham a porcentagem indicada pelas pesquisas (entre 1% e 3%), poderão desempenhar um papel significativo na definição do resultado do segundo turno.

O centro não parece ser uma opção viável para conquistar o poder, mas poderia oferecer um caminho viável para a governabilidade do próximo presidente.

No pé da lista estão, ainda, Santiago Botero, Carlos Caicedo, Mauricio Lizcano, Miguel Uribe Londoño (pai do candidato presidencial assassinado Miguel Uribe Turbay), Roy Barreras e Gustavo Matamoros.

Luis Gilberto Murillo e Clara López (ambos ex-ministros de Petro), que aparecerão na cédula com seus respectivos candidatos a vice-presidente, anunciaram seu apoio à campanha de Iván Cepeda nas últimas semanas devido aos seus baixos índices de aprovação nas pesquisas.