Irresponsável, Rosana Nascimento descumpre ordem judicial e sujeita trabalhador a pagar muito caro; Entenda

O encerramento do prazo estabelecido pela decisão judicial para o fim da greve na educação marca uma linha divisória crucial entre o direito legítimo à manifestação e a pura irresponsabilidade liderada por Rosana Nascimento, à frente do SINTEAC. A partir do momento em que a Justiça se pronunciou e os prazos se esgotaram,  precisamente às 14 horas desta quinta-feira, a permanência no movimento em braços cruzados, sem voltar ao trabalho, deixou de ser um ato de resistência para se tornar um risco concreto, iminente e severo para os servidores da educação em Rio Branco. A irresponsabilidade de Rosana sujeita o combalido sindicato, que vem perdendo filiados de forma constante, a pagar a pesadíssima multa de R$ 50 mil a cada 24 horas de descumprimento legal. E mais: não parece haver preocupação da sindicalista com o inevitável corte de ponto de professores e funcionários de escola que não voltaram ao trabalho ainda.  A sexta-feira foi de protestos, no lugar de a entidade sindical orientar os trabalhadores sobre o perigo de se descumprir a sentença.

A gravidade do cenário atual ficou nítida com a postura do SINPROAC, que decidiu se retirar do movimento, numa demonstrou do que se espera de uma representação sindical: maturidade, cumprimento das responsabilidades legais e, acima de tudo, o compromisso inegociável de proteger a categoria. Uma direção séria sabe o momento de avançar, mas também reconhece quando a insistência coloca em xeque a segurança jurídica e a estabilidade daqueles que diz defender.

Em contrapartida, o que se observa na conduta de Rosana Nascimento é um perigoso exercício de retórica. Sustentar o argumento de que atua no movimento “apenas como pessoa física” afronta a inteligência pública e a boa-fé dos trabalhadores. Rosana não é uma cidadã anônima nos protestos; ela discursa como presidente, utiliza o peso institucional do sindicato, concede entrevistas e molda a opinião de centenas de profissionais. Suas atitudes possuem liderança real e, consequentemente, geram efeitos práticos e devastadores.

O ponto mais alarmante dessa intransigência é a assimetria das consequências. Caso a Justiça aplique as sanções cabíveis pelo descumprimento da ordem legal, o ônus não recairá sobre o patrimônio ou o bem-estar das lideranças que insistem no impasse. Quem pagará a conta, de forma imediata, será o trabalhador na ponta: o professor e o servidor administrativo que enfrentarão o corte de ponto, os descontos salariais e o severo descompasso em suas finanças familiares.

A busca por melhorias e direitos é um pilar da democracia e da atividade sindical. Contudo, conduzir deliberadamente uma categoria para a ilegalidade judicial, sabendo das punições administrativas previstas, é um ato de desamparo deliberado.

Liderar exige coragem para o enfrentamento, mas exige uma dose ainda maior de responsabilidade para recuar quando o trabalhador se torna o único vulnerável no tabuleiro. Ao ignorar os riscos do corte de ponto e a autoridade das decisões judiciais, a atual condução do SINTEAC falha em seu dever mais básico: o de proteger a integridade de sua própria base.