Rosana Nascimento volta a desafiar a justiça, usa estrutura do Sinteac indevidamente e a conta no bolso dos trabalhadores só aumenta

A insistência da presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, em prolongar uma greve já declarada ilegal e abusiva pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) ultrapassa os limites do direito de reivindicação e entra no terreno da pura irresponsabilidade política. Ao utilizar a estrutura da entidade — inclusive com disparos em massa por parte de seu assessor de imprensa, Juan Teixeira, para incitar os servidores a acampar na frente de órgãos como o Ministério Público e o próprio TJ, a liderança sindical tenta empurrar a categoria para um embate jurídico já perdido, fingindo que o irreversível pode ser revertido no grito. Outros diretores da entidade são orientados pela presidente a “fazer greve como pessoa física”, o que no entendimento geral esta estratégia é leviana e inaceitável, considerando decisão judicial contra a permanência dos grevistas nas ruas.

O resultado dessa postura espalhafatosa não será o recuo das autoridades, mas sim o sacrifício dos próprios professores e funcionários de escola. A realidade dos fatos é implacável: quem cedeu ao discurso inflamado da sindicalista já amargou a falta na última sexta-feira e, caso não se reapresente ao trabalho na segunda-feira, sofrerá o corte definitivo de ponto. A Prefeitura de Rio Branco já sinalizou que não aceitará a afronta ao Judiciário e estuda medidas legais cabíveis contra os faltosos.

Enquanto a diretoria do sindicato joga para a plateia, a conta do prejuízo é integralmente direcionada ao bolso do trabalhador. É uma punição dupla e injusta:

  • Individualmente, o servidor público estadual ou municipal arca com o desconto dos dias não trabalhados em seu contracheque.

  • Coletivamente, a categoria vê o dinheiro de sua contribuição sindical ser queimado para pagar a multa diária de R$ 50 mil imposta pelo TJ-Acre devido ao descumprimento da ordem judicial.

É o pior dos mundos: o trabalhador financia, com o próprio suor, a punição financeira da entidade que deveria protegê-lo.

Essa postura temerária de Rosana Nascimento, infelizmente, não é um fato isolado em sua biografia recente. Vale lembrar que a sindicalista acumula derrotas sucessivas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde a Justiça do Trabalho apontou fraudes e meios ilegais na última eleição do Sinteac. Alguém que cambaleia na própria legitimidade interna dificilmente terá o equilíbrio necessário para conduzir uma negociação de alto nível com o Poder Público.

O movimento sindical é legítimo e fundamental para a democracia, mas perde a razão quando decide peitar a legalidade institucional às custas do emprego e da renda de seus representados. Usar servidores como massa de manobra para inflar egos ou agendas pessoais é um desserviço à educação do Acre. Passou da hora de a categoria exigir lucidez de seus representantes antes que o estrago financeiro e funcional seja irreparável.