Em uma reviravolta no caso que chocou o Acre, a defesa do advogado Rhuan Amorim desmentiu categoricamente as informações de que ele teria procurado o Instituto São José para alertar sobre o comportamento de seu enteado de 13 anos. O adolescente é o autor do ataque ocorrido na última terça-feira, que resultou na morte de duas inspetoras e deixou outras duas pessoas feridas.
A nova versão foi confirmada com exclusividade ao portal O Seringal pelo advogado Antônio Coelho, que representa Amorim. Segundo a defesa, em nenhum momento o padrasto se dirigiu à instituição de ensino para relatar possíveis ameaças ou a intenção do jovem de cometer crimes.
Na entrevista abaixo, Coelho respondeu ao questionamento do jornalista Assem Neto sobre como o menino teve acesso á pistola 380, dentro da casa dele.
Contradição nas Versões
A informação agora contestada havia sido amplamente divulgada por outros veículos de comunicação locais, como o portal ac24horas e a TV5. As publicações iniciais baseavam-se no suposto relato do viúvo de uma das inspetoras assassinadas. De acordo com essa versão — agora negada pela defesa de Amorim — o advogado teria avisado uma das funcionárias sobre o perigo iminente.
Os pontos centrais da atualização:
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Negativa da Defesa: Antônio Coelho afirma que o alerta nunca existiu.
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Conflito de Relatos: A versão anterior sugeria que a escola teria sido omissa após o aviso; a nova informação retira o peso dessa suposta advertência prévia das mãos da instituição por parte da família.
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Investigação em Curso: A polícia trabalha para entender a dinâmica familiar e se havia sinais claros que pudessem ter evitado a tragédia.
Impacto na Opinião Pública
O desmentido traz um novo componente crítico para o debate sobre a responsabilidade do massacre. Se por um lado a versão anterior colocava a escola em uma posição de negligência diante de um aviso, a declaração da defesa de Amorim levanta questionamentos sobre a vigilância familiar e a veracidade das informações que circularam logo após o crime.
A entrevista completa com o advogado Antônio Coelho, onde ele detalha a posição de Rhuan Amorim, pode ser ouvida no áudio disponibilizado pela redação logo abaixo
Massacre no São José: o jornalismo covarde que culpa quem morreu e protege omissão familiar
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