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A reflexão de Emylson sobre o preço de uma cadeira, o suor de quem nunca pôde comprá-la e o povo eterno figurante

Quanto custa conquistar um mandato? E quem fica de fora quando a disputa por cargos eletivos vira um balcão de negócios, alimentado por cifras que estarrecem e incomodam?

Na crônica desta semana, Emylson Farias trata dessa pergunta com a elegância que marca sua escrita. Sob o céu estrelado de Rio Branco, ele recupera a história dos tios Oscar e Francisco, trabalhadores que enfrentavam a madrugada nos seringais para quitar a dívida com o barracão e libertar a família. Da relação desigual entre seringalistas e mão de obra oprimida, o cronista chega à República Velha e ao presente: o poder do dinheiro ainda ergue um muro diante de quem conhece, na própria pele, as necessidades do povo.

É uma reflexão dura, conduzida sem perder a delicadeza. Ao confrontar o suor dos tios com as fortunas despejadas nas eleições, Emylson nos convida a olhar para o que acontece com a política quando uma cadeira passa a valer mais que a voz de quem deveria ser representado. Leia a crônica.

Emylson Farias escreve: O Céu de Rio Branco

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REDAÇÃO

Autor da publicação.