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Tela aberta: Valadares leu noticiário sobre assassinato de médica e ex-namorada antes de deixar carta de despedida e tentar suicídio

Polícia revela que monitoramento da tornozeleira eletrônica levou agentes à residência do advogado. Investigadores também confirmam que a presença de Valadares nas proximidades do bar teria motivado a médica a acionar o botão do pânico antes de ser assassinada.

Novas revelações feitas pela polícia na tarde desta sexta-feira (6) acrescentam elementos importantes à investigação sobre a execução da médica Elyne de Assis Nogueira, assassinada a tiros em um bar de Brasiléia, no interior do Acre. Os detalhes envolvem os últimos momentos do advogado Francisco Valadares Neto antes de ser encontrado desacordado em sua residência, após uma aparente tentativa de suicídio.

Uma das descobertas mais relevantes está relacionada ao computador do advogado. Segundo as informações divulgadas pelos investigadores, a tela permanecia aberta em um site de notícias, exibindo uma manchete sobre o assassinato de Elyne, quando policiais penais entraram no imóvel.

A apuração policial indica que Valadares havia acessado o noticiário criminal pouco antes de ingerir medicamentos em quantidade excessiva e deixar uma carta de despedida.

A localização do advogado ocorreu em circunstâncias inicialmente interpretadas como uma possível violação do equipamento de monitoramento eletrônico.

A central responsável pelo acompanhamento da tornozeleira percebeu que o dispositivo permanecia imóvel havia um período considerado anormal. Diante da suspeita de irregularidade, policiais penais foram enviados à residência para verificar a situação.

Sem conseguir estabelecer contato, os agentes arrombaram a porta.

A surpresa estava na cozinha: Valadares foi encontrado desacordado, prostrado sobre um balcão de cozinha americana. O advogado foi socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar.

O computador ligado, a notícia sobre a morte da ex-namorada e a carta deixada na residência passaram a integrar o conjunto de circunstâncias examinadas pelos investigadores que resultaram na decretação de sua prisão. Há quatro dias, ele permanece internado no Pronto-Socorro de Rio branco, sem informações oficiais sobre seu estado clínico por ordem expressa da família.

Presença perto do bar e o último pedido de socorro de Elyne

Outra revelação considerada especialmente importante envolve os momentos que antecederam a execução da médica.

Segundo os investigadores, Francisco Valadares Neto foi visto nas proximidades do estabelecimento comercial onde Elyne seria assassinada.

A presença do ex-companheiro, contra quem a médica havia solicitado medida protetiva, teria provocado temor na vítima e motivado o acionamento do chamado botão do pânico, dispositivo destinado a alertar as forças de segurança em situações de risco.

Elyne pediu socorro. Mas a ajuda não chegou a tempo de impedir que fosse executada..

A confirmação de que Valadares esteve nas proximidades do bar é menos relevante, uma vez que o atirador, preso na noite desta quinta-feira, delatou o advogado, confessando ter sido Valadares o mandante do crime.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.