O estado precário de um ônibus apreendido há seis meses é apenas um detalhe da longa novela sobre o falho sistema de transporte coletivo em Rio Branco. O veículo de placas NCT 0602, de orígem em Porto Velho (RO), saiu de circulação em 7 de dezembro do ano passado, numa blitz, e ainda está no pátio do órgão, com uma dívida acima de R$ 5 mil. Consta no sistema do Departamento Estadual de Transito que o ônibus pertence à Real, empresa que faz locações para atender os setores de mineração e de construção civil. O relatório de apreensão diz que o veículo “com mau estado de conservação” não tinha calotas, os pneus estavam danificados, sem parasol, sem extintor, sem triângulo e sem estepe, sem macaco, sem a parte frontal e o tanque não marca o consumo de combustível. Detalhe: o ônibus não é antigo. Foi fabricado em 2015.
O ônibus estava rodando na Linha Cidade do Povo bem antes de a prefeitura da capital trocar a frota por automóveis mais bem conservados.
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