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Manchete

Três deputados do AC defendem PEC que “desmonta o serviço público”; Socorro Neri vê prejuízos aos servidores

Por REDAÇÃO 25/10/2025 11:34 Atualizado em 25/10/2025 11:34

Na contramão do interesse coletivo e resistindo ao chamamento das ruas, três deputados federais do Acre assinaram a PEC 38/2025, vista como “mais uma tentativa de mudar o Estado de bem-estar social, sacramentado na Constituição Cidadã de 1988 e um golpe contra os servidores públicos”.

A deputada federal Socorro Neri (PP) disse que a proposta foi protocolada com 171 assinaturas, número mínimo, mas sem nenhuma discussão com os servidores e com a sociedade brasileira. Professora, Neri entende que o texto, concebido por um grupo de trabalho da Câmara, “na prática é um novo ataque contra os servidores, contra os direitos e contra o serviço público essencial à população”.

“Querem acabar com a estabilidade, abrir espaço para apadrinhados políticos, precarizar o trabalho e enfraquecer saúde, educação e todos os serviços que o povo precisa”, reagiu a deputada.

Os deputados José Adriano, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Acre, Antônia Lúcia, missionária evangélica e empresária, e Zezinho Barbary, ex-prefeito de Porto Valter, são os únicos do Acre a aceitar condições intensamente criticadas pela população. Uma marcha nacional contra a PEC 38 ocorrerá na próxima quarta-feira, em Brasília (veja card acima).

“A bomba que se falava em pôr no bolso dos servidores agora é colocada no colo do cidadão, atacando os mais vulneráveis, que necessitam do serviço prestado pelo Estado. É uma Reforma que nasceu e foi discutida entre os neoliberais do mercado financeiro, interessados em aumentar lucros com um serviço que é obrigação do Estado e gratuito”, diz o chamamento popular.

A Adufac, Associação dos Docentes da Ufac, vê uma tentativa de desmontar o serviço público sem levar em conta a necessidade de rever os supersalários. Veja a nota da Adufac logo abaixo?

A proposta engendrada pelo Grupo de Trabalho da Reforma, instalado na Câmara dos Deputados em junho passado, é muito pior do que era a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020.

Ela não só traz elementos daquela aberração, como insere novos, que além de piorar a vida laboral e social de servidores/as públicos/as (ativos/as, aposentados/as e pensionistas), inviabiliza a prestação de serviços públicos à população, pois prevê o fim de atividades públicas, a serem substituídas por serviços pagos.

Além de reduzir salários e aposentadorias, a proposta desenhada prevê demissões de servidores/as, destruindo a estabilidade

A proposta ameaça salários, estabilidade, aposentadorias e a própria existência de serviços públicos gratuitos, abrindo caminho para privatizações e aumento da precarização.

💸 A lógica que move o GT da Reforma Administrativa é uma só: se é público, é ruim; só presta o que é pago.

🤔 Então, a Reforma é boa pra quem?

🤑 Ela só é boa para quem não precisa de serviços públicos e para quem vai lucrar com o fim desses serviços públicos…

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